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Líder do Movimento Reformista Estimula Sinagogas a Convidar e Apoiar Conversão
Yoffie: é uma mitsvá ajudar um judeu em potencial a se tornar um Judeu por Opção
27 anos depois de mudar a cara do judaísmo na América do Norte pela decisão do Movimento Reformista de receber as famílias inter-religiosas, o presidente da URJ (União pelo Judaísmo Reformista) convocou seus partidários a fazer esforços combinados a fim de estimular a conversão de não-judeus ao judaísmo.
“Queremos que as famílias funcionem como famílias judias, e na medida em que as famílias mistas certamente podem fazer isto, reconhecemos as vantagens de uma família mista tornar-se uma família completamente judia, com marido e esposa judeus”, afirmou o rabino, ao explicar a ênfase renovada no convite à conversão.
Ao destacar que, nos últimos 25 anos, o movimento reformista tem feito com que não-judeus se sintam bem e aceitos nas congregações reformistas, Yoffi afirmou:Talvez nós tenhamos enviado a mensagem de que não nos preocupamos se eles se convertem ou não. Mas esta não é a nossa mensagem. É uma mitsvá ajudar um judeu potencial a se tornar um judeu por opção”.
“O judaísmo não condena aqueles que encontram a verdade religiosa em outro lugar. Todavia, nossas sinagogas enfatizam a grandiosidade do judaísmo; por isso estendemos com alegria a associação ao nosso Pacto a todos os que estejam preparados para aceitá-lo”.
Foi em 1978 que o rabino Alexander Schindler, antecessor do rabino Yoffie como líder do movimento reformista, pediu pela primeira vez a aceitação de não-judeus na vida sinagogal. A abordagem e atração de não-judeus tornou-se rapidamente uma marca registrada do movimento reformista e uma fonte de atrito com outras organizações judaicas, cujo argumento foi que as boas-vindas a famílias inter-religiosas na vida sinagogal equivalia a endossar o matrimônio inter-religioso.
No entanto, de lá para cá a taxa de casamentos inter-religiosos estabilizou-se; o mais recente Estudo da População Judaica Nacional (EUA, 2000) mostrou que a taxa de casamentos inter-religiosos ficou em pouco mais de 40%. O estudo também mostrou que, de 1990 a 2000, a porcentagem de casais inter-religiosos que criam seus filhos como judeus aumentou de 5% para 33%, uma indicação de que os programas de outreach do movimento reformista têm sido bem-sucedidos.
Yoffie elogiou os cônjuges não-judeus das sinagogas reformistas que, apesar de ainda manterem, em alguma medida, as suas próprias tradições e continuarem a praticar sua religião, assumem responsabilidades que, de qualquer modo, pertencem ao cônjuge judeu.
“Quando um cônjuge não-judeu se envolve nas atividades da sinagoga; apóia o envolvimento judaico do marido ou esposa; participa dos serviços religiosos judaicos; e, o mais importante, se compromete a educar seus filhos como judeus, ele ou ela não só merece acolhimento, mas também o nosso mais profundo obrigado”, afirmou Yoffie. “Estes cônjuges são heróis — sim, heróis — da vida judaica”.
Yoffie foi menos entusiasta a respeito dos casais inter-religiosos que tentam manter duas religiões no seio da família. “Eles consideram que ‘se ter uma religião é bom, então duas é ainda melhor’. Mas isto só causa confusão na cabeça de um filho, que reconhece, ainda muito jovem, que não pode ter duas religiões, e que estão lhe pedindo para escolher entre a religião da mãe e do pai”.
“Praticamente todos os psicólogos especialistas concordam que os casais inter-religiosos devem optar por uma única identificação religiosa para os seus filhos. E a grande maioria dos filhos nesta situação afirma que crescem sem qualquer senso de pertencimento. No entanto, alguns pais, desesperados para evitar conflitos entre si, teimam em passar o conflito para seus filhos, pedindo-lhe para que decidam por si mesmos”.
Em seguida o rabino Yoffi exortou os líderes congregacionais a seguirem a resolução adotada na Convenção Bienal de 1995, que estimula as congregações a aceitarem somente crianças que não estejam recebendo uma educação religiosa formal em qualquer outra religião.
“É difícil formalizar limites e dizer ‘não’, particularmente dentro do movimento reformista, que sempre prefere abrir portas e construir pontes. Mas às vezes é necessário. Não nos esqueçamos da lição do Rei Salomão, que — diante de duas mães que reivindicavam o mesmo filho — soube que a mãe que se recusou a cortar o seu filho ao meio era a que mais o amava”.
Yoffie também pediu para que os rabinos, hazanim (cantores litúrgicos), pedagogos e líderes laicos buscassem atrair com mais afinco os judeus não-filiados, muitos dos quais de casamentos mistos, e dedicarem-se a manter os sócios após a filiação.
“Como judeus religiosos, devemos seguir o exemplo de Abrahão — retirar os judeus do seu isolamento e ajudá-los a viver em uma verdadeira comunidade. Nós estamos fazendo isto? Até certo ponto. Quase 80% dos judeus americanos irão se filiar a uma sinagoga em algum momento de suas vidas”.
“Mas aqui está o problema”, ele continuou. “Cerca de metade deles deixará a sua congregação, normalmente entre 3 a 5 anos, em geral após a celebração do bar ou bat mitsvá de um filho. Aproximadamente 1 milhão de judeus americanos já foi filiado a alguma sinagoga, e não é mais. Se nós pudermos acabar com este êxodo, a vida judaica será incomensuravelmente fortalecida”.
Para conseguir isso, o movimento reformista está lançando um ambicioso programa para ajudar suas sinagogas a ter membros vitalícios. Isto inclui esforços renovados para atrair judeus não-filiados, aperfeiçoar o modo como os novos membros são recebidos na comunidade sinagogal, e prestar atenção particular para o “pontos de transição”, como quando uma criança passa da pré-escola para o jardim de infância ou da escola secundária para a faculdade.
A União pelo Judaísmo Reformista (antiga UAHC - União das Congregações Judaicas Americanas) é o corpo central do judaísmo reformista na América do Norte, com cerca de 1,5 milhões de judeus reformistas em mais de 900 sinagogas. Entre os serviços oferecidos pela URJ estão acampamentos, músicas e livros publicados, atração de judeus não-filiados e de casamentos inter-religiosos, programas educacionais, e o Centro de Ação Religiosa do Judaísmo Reformista em Washington, DC.
HOUSTON, EUA, 19 de novembro de 2005
Tradução: Uri Lam, dezembro de 2005
Original em inglês: http://urj.org/pr/2005/051119a/
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